Setembro Amarelo: uma questão de saúde pública
Setembro amarelo: Uma questão de saúde pública

Setembro Amarelo: uma questão de saúde pública

O mês de setembro é voltado para a campanha de prevenção ao suicídio. Denominada de Setembro Amarelo, a campanha visa conscientizar a população sobre a importância de se debater o tema e mostrar que é um problema de saúde pública e não uma “fraqueza” como julgam alguns.

A campanha nasceu em 2015 com o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), diante do crescente número de suicídios no país. A campanha foi iniciada em Brasília e depois se espalhou pelo país com eventos e iluminação de monumentos na cor amarela. Mas, mais do que iluminar monumentos, o tema do suicídio precisa ser amplamente discutido na sociedade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, de 2000 a 2015, os casos de suicídio aumentaram 65% entre pessoas de 10 a 14 anos e 45% na faixa de 15 a 19 anos. A organização aponta a depressão como uma das principais causas e contabiliza que 300 milhões de pessoas sofrem da enfermidade no mundo e 11,5 milhões no Brasil.

Este ano, a Secretaria de Saúde do DF e o Corpo de Bombeiros já registraram 804 pessoas tentando cometer suicídio no Distrito Federal e, destes, 41 resultaram em mortes. Especialistas acreditam que o ritmo de vida no Distrito Federal, de alta produtividade e baixo vínculo social, pode agravar o fenômeno.

Por exemplo, só em 2018, a Universidade de Brasília (UnB) registrou vários casos de suicídio. Que fenômeno é este que num ambiente acadêmico formado majoritariamente por jovens plurais e diversos, os professores, os técnicos e os colegas não percebam que aquele(a) jovem precisa de ajuda?

“O suicídio pode ser um alerta para as situações em que a nossa sociedade objetifica as relações, no lugar de humanizá-las”, avalia o advogado e psicólogo, Carlos Inácio.

“O GDF deveria proporcionar, através de programas de atenção básica, o treinamento e a contratação de mais agentes comunitários capazes de identificar situações conflitivas que mereçam uma atenção especial dos profissionais especializados, visando evitar um desfecho tão traumático”, sugere Inácio.

A programação no Distrito Federal para a Campanha do Setembro Amarelo será intensa. Confira no site da Universidade de Brasília.